Beyonce é a artista mais premiada na história da MTV Music Award

Aqui no nosso Blog, falamos sempre das marcas que o racismo deixa na vida de pretos e pretas. Assim é no nosso cotidiano e vemos o resultado na falta de representatividade que temos em muitos lugares, como por exemplo o mundo da música pop.

Por isso, a noite do dia 28 de agosto de 2016 foi super especial para nós. Nesta noite, aconteceu a premiação do MTV Video Music Awards (VMA). O que vimos foi um desfile de talento. Rihanna cantou na abertura e encerramento da cerimônia.. Nicki Minaj também se apresentou com um visual arrasador.

Mas, a rainha da noite foi Beyoncé. Além de fazer uma apresentação maravilhosa, celebrando poder feminino, a cantora ganhou o prêmio de melhor vídeo do ano com "Formation" e saiu como a grande vencedora da festa realizada no Madison Square Garden de Nova York.



Além deste prêmio, o mais importante da noite, Beyoncé ganhou cantora levou para casa cinco prêmios por Formation (Melhor Edição, Direção, Cinematografia, Coreografia, Melhor Vídeo Pop), um por Hold Up (Melhor Vídeo Feminino) e Melhor Longametragem, por Lemonade.


Você vai dizer que perdeu a apresentação da Bey? Então veja aqui!




A outra protagonista da noite foi Rihanna, que recebeu o prêmio honorário Michael Jackson Video Vanguard.  Além disso, subiu quatro vezes ao palco para relembrar boa parte de sua carreira, incluindo grandes sucessos como "Diamonds", "Please don't stop the music" e "Only girl (In the world). 

Confira o vídeo de uma de suas atuações na noite de ontem.




Rihanna subiu quatro vezes ao palco para relembrar boa parte de sua carreira, incluindo grandes sucessos como "Diamonds", "Please don't stop the music" e "Only girl (In the world).


É para assistir mil vezes e morrer de amor!

OLIMPÍADA E A VITÓRIA DAS MULHERES NEGRAS: UM DESAFIO AO DISCURSO DA MERITOCRACIA

       Que as mulheres estão fazendo lindo nestas Olimpíadas a gente já percebeu. Mas, não dá para deixar de destacar o show que as MULHERES NEGRAS já deram em menos de uma semana de competição.
       Ainda que os jogos olímpicos tenham centenas de contradições - eu que sou trabalhadora e pesquisadora da área de esportes poderia tecer infinitas críticas - precisamos reconhecer que os atletas que estão que ali se submeteram a exaustivos treinamentos e se destacam suas modalidades. Imagina então o significado de estar ali para uma MULHER NEGRA que é aquela que mais sofre com todas as opressões que a gente conhece de perto: é machismo e racismo andando de mãos dadas.

Ou seja, não dá para não se emocionar com a participação das pretas nestes jogos!

Teve a Rafaela Silva, no judô, conquistando a primeira medalha de ouro para o Brasil. Ela tem uma origem humilde e enfrentou ataques racistas e depressão depois da sua eliminação nos jogos em 2012. Mas, venceu lindamente agora em 2016. 



Teve a Simone Biles quebrando todos os recordes e se consagrando como a ginasta mais completa do ano. Com apenas 19 anos, ela ganhou ouro na modalidade individual e também na disputa por equipes. Ela obteve a maior diferença para a segunda colocada da história! 


Para a gente ficar ainda mais orgulhosa, a nadadora Simone Manuel, com apenas 20 anos, ganhou o ouro nos 100 metros no nado livre, mancando um recorde mundial e sendo a primeira mulher negra a vencer uma prova olímpica na natação!


E é óbvio que a mídia correu para usar a vitória delas para reforçar o discurso meritocrático. Manchetes como "De infância difícil a supercampeã: o que torna a ginasta Simone Biles tão extraordinária" ou "Rafaela Silva vence racismo, pobreza e eliminação olímpica" ou "Rafaela Silva dorme menos de três horas após ouro e já projeta bi em Tóquio-2020".

O discurso do "quem quer consegue" ou do "esporte tira das drogas" encontra eco em um senso comum que precisa apenas de uma interpretação torta dos fatos para usar exceções como regra, para usar o sacrifício pessoal, que não deveria ser exemplo para ninguém, como um exemplo a ser seguido.

     Definitivamente, o esporte não tira ninguém das drogas, assim como não é apenas a boa vontade e dedicação que faz alguém ser o melhor atleta olímpico. Assumir estas premissas como verdade seria dizer que todos os outros que não conseguem é porque não se esforçaram ou se dedicaram o suficiente. Considerando que o perfil dos "vencedores" é branco, a conclusão é óbvia:  A FALTA DE VONTADE E DEDICAÇÃO É UMA ATRIBUTO DOS NEGROS E NEGRAS. Essa é uma das teses mais antigas que para a construção do pensamento racista. Inclusive foi fundamento da escravidão.
     Além disso, o discurso meritocrático ignora todas as outras variáveis históricas e sociais que fazem alguém chegar ao topo de sua carreira. É necessário dizer que as oportunidades e condições para chegar ao topo são diferentes e que o espaço no topo é restrito. Aquele ou aquela que não chega não o faz por falta de esforço. Imagina isso na cabeça das crianças negras... Imagina isso nas aulas de educação física...
       Mas, o que dá mais orgulho é ver que nossas mulheres negras  não estão reproduzindo o que a mídia espera. Mesmo sob pressão, elas tem se colocado de forma política e só nos enchem de orgulho.
Ver a Rafaela Silva dizer que "a Cidade de Deus não tem nada demais" é vê-la negar o discurso meritocrático.  Assim como é emocionante ver Simone Manuel afirmar "Significa muito para mim, mas essa medalha não é só minha. É de muitos afrodescendentes americanos que vieram antes de mim e me inspiraram, como Cullen Jones e Maritza Correia, pra citar apenas dois. Espero que eu também inspire muitos no futuro". Ela ainda completa:

"Eu acho que essa medalha representa muito nesse momento, com alguns problemas de brutalidade policial que têm acontecido. Essa vitória ajuda a trazer momentos de esperança"

Só podemos desejar que mais Simones e Rafaelas brilhem por elas e por nós.









VIVA AS MULHERES AFRO-LATINO-AMERICANAS E CARIBENHAS! VIVA TEREZA DE BENGUELA !!



Na América Latina e no Caribe são cerca de 200 milhões de pessoas que se identificam como afrodescendentes. A verdade é que estes são os que mais são afetados pela pobreza, marginalização e pelo racismo que atingem ainda mais as mulheres negras.

Pensando nestas mulheres é que foi criado o dia 25 de julho como o dia de celebração da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha.



A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana, como marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. A data ganha ainda mais importância quando lembramos que ela foi criada a partir da auto determinação das mulheres pretas e não com motivos comerciais como a maioria das datas comemorativas. Ele é um dia de luta e celebração de nossa negritude. 

No Brasil, esta data foi sancionada em 2014, por Dilma Roussef. É uma data nacional e foi instituído como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

QUEM FOI TEREZA DE BENGUELA

Tereza de Benguela assumiu o comando do Quilombo do Piolho ou Quariterêda, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso no século 18.

A rainha Tereza foi uma líder, comandando a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo. Ela organizou um importante sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou resgatadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra eram transformados em instrumentos de trabalho, pois eles haviam trazido a técnica da forja do continente africano.

O Quilombo do Quariterê tinha uma estrutura política altamente organizada com parlamento e um conselheiro para a rainha. Economicamente, eles desenvolviam agricultura de algodão e possuíam teares, onde se fabricavam tecidos, que eram comercializados na vila, assim como os alimentos excedentes.

Com tanta estrutura, o Quilombo se tornou um importante ponto de apoio para os escravizados da região e as fugas se tornaram cada vez mais frequentes. Assim, os proprietários das minas, apoiados pelo governador, criaram uma missão para capturar os fugitivos. As comunidades foram destruídas, muitos negros foram mortos, torturados e aprisionados.

Tereza de Benguela foi presa numa emboscada em 1770. Sabe-se que "Morta ela, se lhe cortou a cabeça e se pôs no meio da praça daquele quilombo, em um alto poste, onde ficou para memória e exemplo dos que a vissem”. Alguns quilombolas conseguiram fugir ao ataque e o reconstruíram, entretanto em 1777 o quilombo foi novamente atacado pelo exército, sendo finalmente extinto em 1795.
Diante de tanta falta de representatividade, relembrar Tereza de Bengela é reforçar uma imagem positiva para nós mulheres negras e reconstruir nossa história.


Um viva a Tereza de Beguela
Um viva às mulheres Afro-Latino-Americanas e Caribenhas!




Fontes da pesquisa

CRUZ, Tereza Almeida. Um estudo comparado das relações ambientais de mulheres da floresta do Vale do Guaporé (Brasil) e do Mayombe (Angola) – 1980 – 2010. 2012. 367 f. Tese (Doutorado em História) – Curso de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012.

FARIAS JÚNIOR, Emmanuel de Almeida. Negros do Guaporé: o sistema escravista e as territorialidades específicas. Revista do Centro de Estudos Rurais – UNICAMP, v.5, nº2, setembro de 2011. Disponível em . Acesso em 25 de julho de 2014.

COOKIE LYON: 10 CABELOS LINDOS DA DIVA QUE ARRASA EM EMPIRE

Aqui na Central das Divas a gente sempre declarou amor pela Taraji P. Henson. Fizemos até um post especial para ela em 2015, quando foi indicada para o Grammy. Mas, a bonita fica cada dia mais bonita e a gente fica cada dia mais apaixonado.

A segunda temporada de Empire (série americana, exibida pela FOX. Simplesmente imperdível!!!!) acabou no último mês e a personagem da Taraji P. Henson, a Cookie Lyon, se tornou cada dia mais o eixo central da série. É uma personagem marcante: guerreira, apaixonada pelos filhos, super competente, cheia de contradições e de atitude. A atuação da Taraji é tão impactante que a diva ganhou o Globo de Ouro, em 2016, na categoria Melhor Atriz em Série Dramática. Depois de cada episódio, a internet bomba de memes inspirados na diva. Além da personalidade marcante da Cookie, o visual dela é de matar de amor são casacos, óculos de sol, sapatos, vestidos e unhas nada discretos, pura ostentação. Prometo um post sobre as roupas e acessórios dela! Mas, hoje o papo é sobre os cabelos da Cookie Lyon. 

Quem assiste à série vê que ela muda de cabelo quase como muda de roupa. E agora, aqui no Brasil a gente já descobriu que não tem magia: são lace wigs. SIM! Ela usa perucas para deixar o visual com ainda mais personalidade.

Neste post fizemos uma seleção das lace wigs mais arrasadoras que a Cookie já usou nas duas temporadas de Empire. 

A Cookie mostra como as lace wigs podem transformar qualquer visual e que a gente não tem que ter medo de ousar. Fazer como você se sente melhor é sempre a melhor pedida.
Inspire-se!


1. Super Longo

Este cabelo é um dos mais elegantes que a Cookie usou. Aqui já dá para perceber que a Cookie usa cabelos pretos num tom mais claro do que o comum, talvez um castanho escuro. Ela usou em alguns momentos na primeira temporada.




2. Loira Channel

Esta lace é usada quando mostram a Cookie em algum flash back., como por exemplo no oitavo episódio da primeira temporada. Alguns tristes momentos ela passou usando este cabelo (estou me segurando não dar spoiler...). Foi um dos poucos cabelos loiros que ela usou.



3. Curto e levemente ondulado - Anos 1990

Este cabelo curto, levemente ondulado, lembra os penteados da década de 1990. Usado em apenas dois episódios da primeira temporada.


4. Com franja e ondulado

Este cabelo a Cookie abusou na segunda temporada. Ela usou ele em alguns episódios e abusava dos acessórios: lenços, faixas, chapéus.


5. Médio ondulado

Este cabelo ficou muito natural.  Com uma repartição grande e com ondas, este cabelo é bem discreto. A Cookie o usou muito em cenas no escritório. Apareceu na primeira temporada, no quinto episódio, e foi usado muitas vezes depois.


5. Liso médio

Este é super prático. Para ficar ainda mais moderno, ela usou um coque lateral. Ficou um luxo! Foi usado no inicio da segunda temporada.


6. Médio com franja e repicado

Cabelo básico com um corte ousado. A Cookie usou este cabelo na segunda temporada. Talvez seja o cabelo que ela usou por mais tempo. Um tom de castanho escuro que deixa o visual bem natural. 



7. Médio ondulado

Este cabelo foi usado muitas vezes. Também me lembra os penteados da década de 1990. Parece com um fio yaki (aquele que simula cabelo crespo alisado) e fica bem natural.



8. Rabo de cavalo longo

A Cookie usou este coque na primeira temporada. É uma composição do cabelo dela natural com um aplique no coque, envolvido por uma trança que provavelmente é outro aplique.



8. Coque curto

A composição é feira como no coque mostrado acima. Mas, este coque é colocado pronto. Ela acertou em cheio com a cor. Ficou igual ao cabelo dela. Este cabelo foi usado uma vez só.



9. Liso e longo

Liso e super longo, este cabelo a Cookie usou na segunda temporada de Empire em apenas 2 episódios. Foi o cabelo mais longo que ela usou até então.



10. Loiro, crespo e super longo


PARA TUDO! Nem preciso dizer que é meu preferido!

Super ousado a Cookie só usou uma vez em uma festa. Ficou parecida com uma rainha africana!



BÔNUS! (com direito a spoiler! CUIDADO)








Além dos cabelos lindos da Cookie, há muitos outros personagens de empire que usam lace wigs. Mas, o destaque vai para a Alicia Keys. Ela tem uma apariçaõ importante na segunda temporada. Ela arrasa com um cabelo roxo!


Amei tanto que já encomendei um estoque para Central das Divas.
Entra na Lojinha das Divas e se inscreve para receber notificações quando tivermos um modelo parecido com este.

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Gostaram? Se tiver algum cabelo que a Cookie usou e a gente não postou aqui manda pra gente!

Se você tiver gostado, compartilha, curte, comenta.



DIA DAS IYÁS: 6 MÃES PRETAS QUE VOCÊ PRECISA SEGUIR NAS REDES SOCIAIS

Este post nem precisava de data especial para acontecer já que fala de amor. Mas, com o bombardeio da mídia sobre o dia das mães, a gente aproveita para falar de amor mais do que falar em presente. A gente resolveu fazer um especial "Dia das Iyás*: 6 mães pretas que você deve seguir nas redes sociais". 



Resolvemos listar os perfis no Instagram de mulheres pretas que compartilham sua maternidade e que acabam ajudando e inspirando outras mães pretas na luta diária que é ser mãe.

Luta porque a sociedade não facilita a vida das mulheres. Pesquisas apontam que as mulheres são submetidas a salários menores, apesar de trabalharem mais que o dobro do que os homens. São jornadas de trabalho exaustivas que envolvem cuidar de filhos, trabalhar fora, cuidar da casa e ainda assim ganhar salários menores. Somado a isto, sabemos que, apesar das mulheres ocuparem cada dia mais espaços, não tem havido uma redefinição dos lugares que ocupam os homens na sociedade, tanto no trabalho em casa como no trabalho fora de casa.

Quando falamos de mulheres negras a situação é ainda mais difícil: estudos recentes apontam que elas são as que recebem menores salários no mercado de trabalho. Além disso, as pretas enfrentam um desafio que muda toda a forma de enfrentar a realidade: o racismo. 

Neste quadro é que as mães pretas que vêm compartilhando sua rotina nas redes sociais acabam criando uma rede de apoio e ajuda mútua. Elas compartilham problemas e soluções que sempre estiveram em âmbito privado ajudando e inspirando outras pretas. Elas abordam e compartilham muitos temas que não são abordados sistematicamente mas, que são problemas diários como racismo, relações de gênero, violência, mas também criação afrocentrada, estética, empoderamento... É um ato de amor sem fim ver a luta de cada uma delas que na verdade expressa angústias e amores de cada uma de nós, mulheres pretas. 

Este post é uma homenagem a elas e outras mulheres pretas que inspiram e ajudam outras mães. Que mais mulheres pretas possam se fortalecer e se apoiar neste desafio que é ser mãe preta em uma sociedade racista como a que vivemos.

1. @Sá Ollebar (Preta Pariu)


Se liga no nome do Blog da gata: Preta Pariu. Nem precisa falar mais nada: no blog dela tem uma aba especial chamado cria. Também pudera: são 4 crianças! Nas redes sociais, ela fala de maternidade, beleza, política e tudo que der vontade. 
As crianças lindas sempre aparecem em suas postagens mesmo aquelas que não se relacionam com maternidade. Entre as postagens mais deliciosas sobre maternidade, podemos encontrar: Cuidados com as crias no verão e Desfralde Brincando – O momento certo. 
A Sá também já abriu espaço para a doula que fez seu parto falar no seu Blog. A Camila Aguar falou sobre O que faz a Doula?  Texto emocionante. Vale a pena.

2. @Mãe Nada Convencional (Priscilla Silva)


A Priscilla Silva é quem comanda o IG @mãenadaconvencional. Ela procura sempre mostrar o que há de mais bacana em referências positivas para sua filha linda, a Alyia. 
No IG da @mãenadaconvencional você vai sempre encontrar dicas de brinquedos e brincadeiras com recorte racial, além de fotos de crianças negras, produtos para cabelos de crianças negras e a divulgação de políticas raciais que envolvam interesses de mães e crianças negras como as "5 formas de combater o racismo na Infância"

3. @Preta Problema (Renata Morais)



Só de ler o nome do perfil já dá vontade de seguir, né? Alguém que se auto-denomina Preta Problema é digna, né, mores? Mas, a gente tem mais motivos pra seguir ela: a gata é Diretora de criação da Lulu e Lili e Coordenadora e Fotógrafa da Crespinhos S/A. 
A Lulu e Lili é uma marca especializada em acessórios para crianças com cabelos crespos e surgiu a partir da dificuldade que a Renata tinha em encontrar produtos para o cabelo da filha. A Renata foi quem idealizou aquele editorial super bombado em 2015 com meninas entre 3 e 4 anos arrasando. Sobre o editorial a Renata diz "quando estimulamos as meninas assim, elas se vêem bonitas e se empoderam. Se investimos em uma criança, criamos uma mulher empoderada." Alguém duvida? Nada melhor do que a realidade para comprovar: Renata é mãe da Elis Catanhede. Empoderada como a Elis? Só a mãe dela!

4. @Jaciana Melquiades (Era uma vez o mundo)


O IG da Jaci é pura sensibilidade. Não é a toa que ela é uma das criadoras da "Era uma vez o mundo" que atua na área de Produção de Identidade Visual, Brinquedos Criativos, Afirmativos e Educativos e tem a missão de "viabilizar elementos da imaginação que formam o indivíduo, desenvolvendo espelhos positivos e afirmativos que elevem a autoestima da criança, principalmente, criando representatividade".
A importância que a Jaci dá a questão da representatividade ganhou ainda mais destaque quando seu filho, Matias, 4, se encantou com o boneco do personagem Finn, de "Star Wars - O Despertar da Força". Até o ator que representa o personagem compartilhou a foto do Matias: 



5. Luciana Bento (Blog A Mãe Preta)


A Lu Bento é a mulher a frente do Blog A Mãe Preta. Ela se define como "mulher, negra, mãe, esposa, cidadã, professora, pedestre, motorista, filha, cientista social, estudante, livreira, neta, motorista, madrinha, consumidora, vizinha, telespectadora, leitora, blogueira… Todas elas juntas num só ser.". Ou seja, alguém aí se identificou? A Lu é uma mulher como nós, comum, que resolveu compartilhar suas descobertas como mãe preta no Blog e no Facebook. O blog tem um espaço muito bacana que chama "Lê pro Erê". A proposta é falar sobre livros. "Não só sobre livros infantis, mas também livros paradidáticos, quadrinhos, livros sobre criação de filhos, livros sobre educação e literatura em geral. A ideia do espaço é comentar e divulgar obras que de alguma forma contribuam para o empoderamento das mães pretas e de suas filhas e seus filhos." Gostoso, né?

6. @XanRavelli (Soul Vaidosa)


A Xan... Só amor, né? Ela encabeça o Soul Vaidosa que é um blog/vlog/perfil super bombado! Trata de moda, racismo, beleza negra, auto estima e também seus dois pimpolhos lindos. Uma das coisas mais legais impulsionadas pela Xan é o Conversa com Cachaça, no seu canal do Youtube. Sempre trazendo temas polêmicos, ela faz a gente se sentir em uma mesa de bar com as amigas pretas. Um dos temas recentes foi Maternidade Negra. Delícia mesmo!
Conheci a Xan em em debate que fizemos juntas. Foi um momento super emocionante, falamos de mulher negra, empoderamento e mídia... Todo mundo chorou.. Menos seus dois filhos! Eu fiquei impressionada com a independência das duas crianças! Uma delícia de ver que o poder e segurança que a Xan exala é transmitida para suas duas crianças pretas.

Além dessas mulheres maravilhosas, temos mais dois bônus. Bônus, porque se for falar de amor, a gente tem que pedir bis! 

Bônus 1
Iyá Maternância


É uma iniciativa de 4 mulheres pretas que estão nesta lista (Xan Ravelli, Sá Ollebar, Priscilla Silva, Luciana Bento) mas que é EXCLUSIVAMENTE voltado para a maternidade preta. Elas fizeram até um evento em abril de 2016 para lançar o projeto com o tema PORQUE FALAR SOBRE MATERNIDADE NEGRA?
É uma iniciativa super politizada que situa as dificuldades de ser uma mãe negra pelas pressões que sofremos tanto do machismo como do racismo. "A mulher preta é duplamente violentada na sociedade pelo racismo e pelo machismo, desde muito nova ela é instruída a ser forte, a simplesmente resistir a essa enxurrada de violência cotidiana a que sempre foram expostas. Existe uma naturalização dessas agressões na vida da mulher preta, quantas vezes já ouvimos frases do tipo É ASSIM MESMO, DEIXA ISSO PRA LÁ !"
Vale a pena conferir.

Bônus 2 
Ela se apresenta como mãe da Rafa. Eu pararia por aí se ela não fosse aquele mundo de mulher que só tem condição de ter uma filha tão maravilhosa porque é uma mulher maravilhosa.



Seguir a Carol é se apaixonar pelos registros super coloridos que ela faz da Rafa, mas também é se encantar com a relação de amizade que ela constrói com a filha. Ela relata alguns dos incríveis momentos de aprendizagem que ela e a filha tem. Acompanhar o perfil dela é ver ela e a filha se construindo como mulheres negras. E por fim, a Carol é a idealizadora deste post. Um belo dia acordei pela manhã com alguém me escrevendo: "Pretaaa, posso sugerir pauta para a Central das Divas? Que tal um especial "Dia das Iyás" para homenagear e fortalecer essas mulheres fodas que estão aí nadando contra a corrente?"
Eu adorei claro! Mas, eu não sou mãe... Como vou indicar quem fortalece a maternidade preta? E ela me deu todo o caminho. Eu já seguia todas as mulheres, mas a ajuda e a sensibilidade da Carol foi fundamental. Ou seja, o bônus é porque o perfil dela foi indicação minha! Surpresinha Carol! Larga de ser chorona! Muito Obrigada, querida!



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Que este post seja um abraço em todas as mães pretas, que enfrentam porradaria para criarem seus filhos.
Um abraço especial na minha mãe preta! Sou porque somos! UBUNTU!


*Iyá: vem do yorubá e quer dizer mãe.


5 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O USO DE WIGS!


Se você está lendo esse texto é porque está curiosa sobre um buxixo que parece novo: o uso de wigs no Brasil. 


A super cabeleira da Tais é wig

A história das wig não é tão nova quanto parece. Nos Estados Unidos, as wigs já são usadas há muitos anos. Quem não se lembra da personagem Rochelle (Tichina Arnold) em "Todo Mundo Odeia o Chris"? Apesar do seriado ser exibido entre 2005 e 2009, Rochelle era um personagem que vivia no subúrbio americano na década de 1980 e já usava as wigs!


Tichina Arnold em "Todo Mundo Odeia o Chris"

Na ficção, outro personagem marcante (E mais que MARAVILHOSO) que usa wig   é a advogada e protagonista da série How to Get away With MurderAnnalise Keating . Como não morrer de amor com o estilo elegante da Annalise, sempre com penteados exclusivos?  Sim! São wigs!


A lista na vida real vai desde a Beyoncé, Rihanna, Naomi Campbel, Nicki Minaj, Oprah Winfrey... A lista é enorme. 

Agora, parece que as wigs estão se popularizando no Brasil. O uso de wigs por pretas famosas - Taís Araújo e Ludmilla estão arrasando - e o aumento do poder aquisitivo das mulheres pretas parece estar contribuindo para a popularização de mais uma possibilidade estética. 

Confesso que demorei a me render, mas não resisti! Devo assumir que eu tinha um pouco de preconceito, medo e até desinformação sobre o tema.

Divas famosas usando diferentes Wigs

Depois de pesquisar, entender e descobrir que as wigs podem ser mais uma acessório para exaltar nossa beleza, resolvi escrever esta postagem para ajudar a desmistificar o uso das laces.
Vamos lá?


1. "Uma mulher wig porque não gosta do seu cabelo natural!"

Esta análise é um tanto quanto superficial e preconceituosa!

Em primeiro lugar, precisamos deixar de lado a pressão que exercemos sobre mulheres que não se sentem a vontade para usarem seu cabelo natural. Sim, existem mulheres que não gostam de seus cabelos naturais e que não querem problematizar isso. A gente sabe que o padrão estético é muito cruel com as mulheres, especialmente com as negras. Mas, aumentar a pressão sobre elas não vai ajudar. Afinal de contas, o peso de não aceitar seu cabelo natural já é grande demais. Não cabe a nós julga-las ou exigir postura que corresponda o que NÓS achamos correto e no momento que achamos adequado.  Esse é um assunto muito delicado e tem que ser tratado com mais amor entre nós.

E além disso o uso das wigs envolvem muitas outras questões. Há mulheres que usam wigs por sofrerem de doenças que prejudicam o crescimento dos cabelos ou provocam sua queda. É muito comum entre mulheres a alopecia*. Ela acontece por causas diversas como estresse, infecções, problemas na tiróide, lupus, transtornos alimentares, problemas no couro cabeludo e até transtornos de ordem psicológica. Além disso, alimentação inadequada, gravidez, uso de medicamentos podem levar a problemas capilares.

Por fim, o mundo das wigs é muito maior do que a não aceitação. Ele envolve também a aceitação. A vontade de mudar e de se sentir bem com diferentes visuais sem precisar tratar os cabelos naturais quimicamente é o que está movendo milhares de mulheres a usar a wig como um acessório. A questão é: porque nao? Se voce pode se amar mais e de diferentes formas, o faça!

2. Existem tipos de materiais diferentes para fabricar a lace

Tanto a cap (parte que encaixamos na cabeça) como os fios podem ser feitos de diferentes materiais. Vamos falar sobre as possibilidades de materiais que são utilizados na fabricação dos fios

- Cabelo sintético:
é o tipo mais comum porque é mais barato. Apesar do preço, cada dia mais as fibras sintéticas ficam mais naturais. O Kanekalon comum, muito utilizado nas box braids, já foi utilizado nas wigs, mas hoje já são obra de museu. Já existem fibras sintéticas como a fibra futura que são muito naturais, não brilham, permitem o uso de chapinha, secador de cabelo, podem ser remoldadas quando envelhecem e tudo mais! 
Este é o tipo de cabelo que eu prefiro. São mais baratos, tem muitas opções de cores e cortes e atende minha necessidade: mudar constantemente!

Minhas wigs são todas de fibra sintética

 - Cabelo orgânico:

É muito similar ao cabelo humano, tanto no toque quanto na forma de cuidar. A lavagem é com shampoo  em movimentos no sentido do fio para nao embaraçar com água fria ou morna e creme para hidratação. Especialistas afirmam que ele embaraça menos e é muito natural.

- Cabelo 100% humano ou Human Blend hair

 Apesar do nome, acredite: não é o cabelo humano. Na verdade, ele é uma mistura de cabelo humano com sintético que dá muita naturalidade à wig. Eu já cai em uma cilada e comprei 100% humano achando que era cabelo natural. O bom é que a wig era linda e arrasei ainda assim

- Cabelo humano

Como o nome diz: é um cabelo natural, não feito em laboratório. É o cabelo humano, que ao receber chapinha, baby liss se adapta a estas modificações. É o tipo de cabelo mais utilizado pelas artistas por ter mais naturalidade.
São wigs que tem uma duração maior, mas também requerem mais cuidados e são mais caras. 

3. Existem modelos diferentes

o muitos modelos. Na minha pesquisa encontrei muito mais coisas do que está abaixo, mas vou citar as que me pareceram mais comuns:

Lace Front Wig : é um modelo que tem  uma tela frontal de orelha até a outra. Esta tela assemelha ao couro cabeludo e a ideia é  cobrir a cabeça por inteiro. A maioria das usuárias acham que ela é mais natural.

Modelos de Lace Front

Full Lace Wig – Whole Lace: sua touca é totalmente composta pela tela (imitação de couro cabeludo), o que pode garantir mais naturalidade, já que, a cliente poderá repartir o cabelo em qualquer direção que em toda a extremidade da peruca parecerá couro cabeludo. Muitas são feitas sob medida. 

- L- Part Wig: peruca com uma repartição que forma um “L” no topo da cabeça. Essa repartição pode ser dos dois lados ou apenas em um. 

- Invisible Part: Há uma tela na divisão da lace que pode ou nao vir aberta. O objetivo é que você possa optar de cortar a tela na repartição para mesclar com seu cabelo natural, que está embaixo da wig. Há algumas em que a divisão vem com formato de "U" o que permite que voce possa mesclar com uma maior quantidade de cabelo seu. No meu caso, eu uso com Invisible part, mas não mesclo com meu cabelo porque ele é bem curtinho.
Invisible Part. É possível mesclar com seu próprio cabelo

- Half Wig: Ela é semelhante à lace front, mas não tem a telinha na frente. A ideia é que você use um pouco de seu cabelo na frente para mesclar. Mas, é possivel usar sem mesclar por que voce pode fazer uma franja, ou algum baby hair que o disfarce é muito bom. Gosto muito deste modelo porque acho mais maleável e o preco em conta

Modelo de half wig

- Ponytail: este é um modelo que você incrementa como um rabo de cavalo. Muitas half wigs e full laces são ponytail e half ao mesmo tempo.

4. A aplicação de uma lace wig é muito prática.

Uma das grandes vantagens das wigs é que elas são facilmente aplicadas. Ao contrário do mega hair, você pode aplicar uma lace wig sozinha e em poucos minutos.

É possível aplicar uma wig com ajuda de adesivo ou cola específica para laces. Esses adesivos são usados normalmente nas full laces e front laces. Mas, a verdade é que eles não são necessários sempre. A maioria das wigs vem com pequenos pentes internos que servem para fixar a wig em seu cabelo, em faixas ou touca que ficam entre a lace e seu cabelo.




Além disso, a maioria das wigs tem um elástico de ajuste interno para o tamanho da cabeça. Depois de vestir a wig você pode fazer ajustes pessoais como cortar algumas pontas, fazer baby hair (cabelos pequenos na frente da cabeça) e outros ajustes que você vai descobrindo com o tempo e a necessidade para dar naturalidade à wig. Há muitos vídeos o youtube que ajudam.

5. É possível levar uma vida normal

Tomar banho, ir para a piscina, namorar é tudo possível e normal! Usar wig não significa que você deve levar uma vida restrita!

A cena clássica da Naomi Campbell com sua wig caindo é de dar medo. Mas, isso acontece quando não temos muito cuidado ao aplicá-la. Não é um acontecimento normal. Mas, se acontecer, ninguém deixa de divar por causa disso! Que o diga a Naomi!


Naomi: sua wig caindo. Rainha nunca perde a majestade

É necessário cuidado especial para lavar, não é indicado dormir com elas mas são todos cuidados que não restringem sua vida.


É importante saber também que as wigs podem danificar seu cabelo se forem usadas de forma inadequada. Como tudo que é mal administrado, usar uma lace forma inadequada pode sim danificar seu cabelo.
Por exemplo: uma cola mal retirada pode danificar seu cabelo. Assim como o uso dos pentinhos que .vem internamente nas laces podem arrancar os cabelos da frente da cabeça que são muito delicados.


Ou seja, cuide do seu cabelo natural, retire a eig em alguns momentos do dia que você não terá problema.

Por fim, é necessário assumir que é possível sim a utilização estética de acessórios que não façam mal a nossa saúde, nem física, nem psicológica. Não devemos perseguir um padrão estético a qualquer custo, mas também podemos explorar várias possibilidades de nos sentirmos mais confortáveis conosco. Sem neuras ou preconceitos.

Espero que o texto tenha te ajudado a entender um pouco mais o mundo das wigs.

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Aproveito para fazer um agradecimento especial a Mona Bamburusema. Diva, baiana, viciada em wigs e quem me iniciou neste mundo das wigs. Obrigada, Mona!

*Alopecia termo médico para a perda de cabelo